A Messi o que é de César

do Blog do Juca

Por ROBERTO VIEIRA

22 de março de 1942. Quase 70 anos atrás.

O Granada mete uma goleada sobre de 7×3 sobre o Castellón.

O menino César Rodriguez Alvarez balança as redes seis vezes.

Vira manchete na Espanha.

Seis meses depois, estréia com derrota envergando a camisa do Barcelona diante do Real Madrid.

A má impressão no clássico logo é esquecida. César estava prestes a se tornar uma lenda…

Gol de César: Catalunha 3, Espanha 0

Messi todo mundo conhece.

César Rodriguez Alvarez pertence ao memorial do Barcelona.

Messi vai ultrapassar a marca histórica de César.

Duzentos e trinta e cinco gols com o clube catalão.

E César será passado também na Catalunha.

Ou não?

Certamente que não.

Pois a memória catalã não é brasileira.

O recorde de César fica nas mãos e pés de Messi.

Porém, entre as inúmeras façanhas do grande cabeceador.

Haverá o eterno 19 de outubro de 1947.

O jogo era festa Franquista.

Menos de uma década depois de entrar triunfante em Barcelona.

A Falange programava um ‘Espanha x Seleção da Catalunha’ nas barbas de Gaudí.

No Estádio Sarriá – esse os brasileiros lembram.

Pra Falange podia ser festa. Para os catalães era guerra – das boas.

Times em campo. Espanha no ataque. Contragolpe Dali.

César fulmina José Bañón: 1×0 Catalunha.

Bãnón, herdeiro de Zamora no Real Madrid.

A guerra vira baile ao som das arquibancadas do Sarriá.

Sufocados em sua própria língua. Restava o grito de gol.

César marca o segundo nas barbas de Clemente e Aparício.

Toni completa 3×0 de cabeça.

César ainda brilharia intensamente ao lado de Kubala e Basora.

César ainda sofreria as Touradas de Madri na reserva.

César que morreria deprimido pela velhice.

Senhora dos homens gols e heróis de todas as épocas.

 

Messi todo mundo conhece.

César Rodriguez Alvarez apenas a torcida do Barcelona.

Breve, Messi vai ultrapassar a marca histórica de César.

Duzentos e trinta e dois gols com o clube catalão.

E César será passado também na Catalunha.

O Sarriá também não mais existe.

Mas os gritos de gol da torcida no Sarriá naquele 19 de outubro.

Permanecerão eternos.

original aqui

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Sobre ziulfabiano

Filho de pai Argentino e mae Brasileira, vivendo em Madrid e acompanhando o que se passa por aqui e por ali.
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