Aécio Neves se irrita com jornalista após pergunta sobre prima de Cachoeira

Alguns dias atrás repercuti uma notícia sobre o ex-governador de Minas e atual senador da República Aécio Neves, que dizia que o tucano teria atuado para conseguir um cargo no governo mineiro para a prima do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Vc pode ler o post aqui.

Hoje, ao ser perguntando sobre o assunto, o senador ficou bastante irritado.

Corre pelo Twitter a notícia de que o tesoureiro de Carlinhos Cachoeira, que se encontra foragido, que depor na CPI em troca de proteção, pois estaria com medo de ser morto. Tudo indica que, se ele resolver falar, as coisas vão esquentar.

Abaixo a notícia sobre o senador, extraída do portal IG.

Aécio se irrita com pergunta sobre prima de Cachoeira

Senador qualificou como ‘ridícula’ indagação de repórter sobre nomeação de parente do contraventor no governo de Minas Gerais

O senador Aécio Neves (PSDB) se irritou ao ser questionado nesta sexta-feira sobre a nomeação de uma parente de Carlinhos Cachoeira no governo de Minas Gerais. Indagado por um repórter se ele acreditava que poderia ser investigado pela CPI que apura a relação entre o contraventor e políticos, o ex-governador partiu para o ataque: “Não seja ridículo. Isso é tão ridículo quanto à sua pergunta.”

Aécio participou nesta sexta-feira de um encontro de líderes sindicais que reuniu a cúpula tucana. Escutas telefônicas da Polícia Federal revelam que Demóstenes Torres (sem partido-GO) intercedeu diretamente a Aécio e arrumou um emprego comissionado no governo mineiro para uma prima de Cachoeira. Mônica Silva Vieira assumiu em 25 de maio de 2011 o cargo de diretora regional da Secretaria de Estado de Assistência Social em Uberaba.

Carlinhos Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo da PF em fevereiro, é acusado de comandar um esquema de exploração de máquinas de caça-níqueis. Demóstenes Torres, que deixou o partido para evitar ser expulso, é alvo agora de um processo no Conselho de Ética que decidirá se cassará ou não o seu mandato. Aécio não caiu no grampo, mas ele é mencionado por Demóstenes e Cachoeira.

Leia também: Entenda o caso envolvendo o senador Demóstenes Torres

As denúncias envolvendo políticos ao nome de Cachoeira avolumaram-se nas últimas semanas. Um outro nome tucano citado em gravações da PF é o de Marconi Perillo. O governador de Goiás tinha confirmado sua presença no evento desta sexta-feira, mas cancelou. Procurada peloiG, sua assessoria não foi encontrada para explicar o motivo de sua ausência.

Perillo viu sua situação se agravar quando foram reveladas gravações em que seu nome é diretamente citado em conversas entre integrantes do grupo de Cachoeira sobre pagamentos. Na quinta-feira, o governador se colocou à disposição da Procuradoria-Geral da República para a abertura de uma investigação contra ele mesmo.

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, foi à defesa de Perillo e disse que “essa semana, foi uma metralhadora giratória contra o partido (o PSDB)”. Guerra tem dito com frequência que os vazamentos da Operação Monte Carlo têm sido seletivos contra a oposição. “O que eles querem é tumultuar o mensalão”, completou.

Outro governador que teve seu nome citado nos grampos da PF é o petista Agnelo Queiroz, do Distrito Federal. A Delta Construções, empreiteira que está no centro das investigações relacionadas a Cachoeira, teria abastecido a campanha do atual governador, além de ter atuado no governo,indicando nomes para cargos.

Delta em São Paulo

A coluna Poder Online informou nesta sexta-feira que Heraldo Puccini Neto, diretor da Delta considerado foragido da Justiça, é responsável pelo Consórcio Nova Tietê, contratado pelo Dersa para a realização das obras da Nova Marginal durante a gestão de Serra em São Paulo.

Poder Online: Diretor foragido representa Delta em contrato milionário em SP

Segundo representação do PT contra Serra, o lote 2, justamente a parte da obra em que a Delta participa, teve um contrato assinado no valor de R$ 287.224,552,79 com aditamento posterior de outros R$ 71.622.948,47.

Sobre o caso, Serra afirmou que acha positivo que a CPI faça seu trabalho de apuração, onde quer que existam suspeitas. “A gente não sabe para onde vai a CPI. Tudo que for investigado é bom. Inclusive em São Paulo”, disse.

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Barros Munhoz, disse acreditar que, naturalmente, a CPI vai ser encaminhada para uma investigação em São Paulo e não descarta uma comissão de inquérito na Alesp. Porém, ele ressaltou que já existe um número máximo de CPIs instaladas, o que torna as chances de isso acontecer praticamente nula. “Vamos ver como vai evoluir a CPI nacional. Eles têm competência para investigar, inclusive São Paulo.”

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Sobre ziulfabiano

Filho de pai Argentino e mae Brasileira, vivendo em Madrid e acompanhando o que se passa por aqui e por ali.
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