Justiça chilena processa assassinos de Victor Jara

do Opera Mundi

Militares são processados pelo assassinato do cantor chileno Víctor Jara

Logo após o golpe militar de 11 de setembro de 1973, executado por Augusto Pinochet, Jara foi preso, torturado e fuzilado

Sete ex-oficiais do exército chileno serão julgados pelo assassinato do cantor Víctor Jara, morto em 16 de setembro de 1973, logo após o golpe de Estado encabeçado pelo ditador Augusto Pinochet. A decisão do juiz especial Miguel Vásquez, da Corte de Apelações de Santiago, envolve oficiais que estavam encarregados das centenas de prisioneiros confinados no Estádio Nacional, na capital chilena.

Wikicommons

Uma ordem de captura internacional foi emitida paraPedro Barrientos Núñez, que está fora do país, enquanto os outros seis foram levados a um batalhão da polícia militar. Barrientos foi processado como o autor do homicídio qualificado del cantanteo cantor, ao lado do ex-oficial Hugo Sánchez Marmonti. Na qualidade de cúmplices foram processados também Roberto Souper Onfray, Raúl Jofré González, Edwin Dimter Bianchi, Nelson Hasse Mazzei e Luis Bethke Wulf. Há alguns anos, Dimter foi identificado como “O Príncipe”, apodo de um dos oficiais que estavam no estádio e era apontado como autor material do crime.

Víctor Jara, conhecido pela rica produção musical, era também um destacado diretor de teatro, e foi detido em 12 de setembro, um dia depois do golpe contra o presidente Salvador Allende. Além dele, centenas de alunos, trabalhadores e professores da UTE (Universidade Técnica do Estado), a atual Universidade de Santiago, foram presos. Jara era professor na instituição.

Todos foram levados ao estádio, habilitado como centro de detenção, onde Jara, após ser reconhecido pelos militares, foi separado dos demais prisioneiros e submetido a vários dias de tortura, entre elas, queimaduras com cigarros acesos, simulação de fuzilamento e a fratura das mãos. O artista foi “agredido fisicamente, de forma permanente, por vários oficiais”, diz a resolução judicial.

Em 16 de setembro, os prisioneiros foram retirados do estádio, exceto Jara e Littré Quiroga Carvajal, diretor da Empresa de Ferrocarriles del Estado durante o governo Allende. Ambos foram levados a um espaço subterrâneo e mortos a tiros. Jara, cujo nome batizou o recinto onde foi assassinado, recebeu 44 disparos de bala e tinha diversos ossos quebrados, segundo informe da autópsia após a descoberta de seu cadáver, na parte posterior de um cemitério na sul de Santiago. O cantor foi reconhecido pela esposa, a bailarina britânica Joan Turner.

* Com informações da Agência Efe

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Sobre ziulfabiano

Filho de pai Argentino e mae Brasileira, vivendo em Madrid e acompanhando o que se passa por aqui e por ali.
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