PSDB perde ação contra “blogs sujos”

do Pragmatismo Politico

 

Vitória da democracia: PSDB perde ação na justiça contra blogs

Postado em: 3 ago 2012 às 17:58 | Democratização Comunicação

 

A ação do PSDB foi baseada em acusações veiculadas na própria mídia conservadora, mas ela “sequer se fez acompanhar de cópia das citadas notícias”, criticou o procurador

blogs sujos psdb

Ação do PSDB contra blogs é rebatida pela Procuradoria Geral Eleitoral. Partido estava insatisfeito com sites que não apoiavam José Serra.

Altamiro Borges, em seu sítio

A Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) decidiu nesta semana pedir o arquivamento da representação apresentada pelo PSDB contra sítios e blogs progressistas. A ação solicitava informações sobre a publicidade do governo federal em páginas consideradas antitucanas na internet. Seu objetivo era asfixiá-las financeiramente, numa ação nitidamente autoritária. Mas o PGE considerou que a representação teve pouca consistência jurídica, o que representa uma derrota parcial dos censores tucanos.

Em seu parecer, o procurador adjunto José Jairo Gomes justificou o pedido de arquivamento. “A representação não se fez acompanhar de começo de prova hábil a ensejar qualquer investigação de que houve desvio de recursos públicos em prol de blogueiros ou titulares de páginas na internet para que estes atuassem em prol ou contra candidaturas”. A ação do PSDB foi baseada em acusações veiculadas na própria mídia conservadora, mas ela “sequer se fez acompanhar de cópia das citadas notícias”, criticou o procurador.

A derrota dos censores do PSDB, porém, não deve ser encarada como uma prova da incompetência dos seus advogados e nem como uma vitória definitiva dos que lutam pela verdadeira liberdade de expressão. Como já explicou Luis Nassif, um dos blogueiros citados na representação tucana, o objetivo da iniciativa foi intimidar os anunciantes. Os efeitos, mesmo com o arquivamento da ação, ainda poderão se fazer sentir com a retração dos poucos anúncios que hoje viabilizam alguns blogs e sítios.

Além disso, a representação serve como uma ameaça que paira no ar. Num cenário político radicalizado – com o julgamento do chamado “mensalão petista”, a retomada dos trabalhos da CPI do Cachoeira e a proximidade das eleições municipais –, o PSDB e os outros partidos conservadores ainda poderão voltar a carga para silenciar a blogosfera. Afinal, a direita não tolera o contraditório e detesta qualquer visão crítica. Autoritária, ela gostaria que vingasse apenas o pensamento único da mídia privada.

A defesa da blogosfera

Neste sentido, a blogosfera e a mídia alternativa devem ficar em alerta. Em recente reunião em São Paulo, alguns blogueiros cogitaram realizar um ato “em defesa da liberdade de expressão”. Eles também estudam a proposta de ingressar com um processo contra o tucano José Serra, que acusou covardemente os “blogs sujos” de serem nazista. Com base na Lei de Acesso à Informação, também se estuda a ideia de solicitar dados sobre os anúncios dos governos federal, estadual e municipal na mídia privada.

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A popularidade de Dilma

do UOL

Popularidade de Dilma vai a 75,7%, diz CNT

Com 1,5 ano de mandato, presidente tem 21,6 pontos percentuais a mais do que registrou Lula à mesma época em 2004

Apesar de numa simulação eleitoral para 2014 a presidente Dilma Rousseff pontuar menos do que seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, quando se trata de popularidade pessoal ela tem um desempenho melhor.

A presidente Dilma Rousseff é aprovada por 75,7% da população, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) realizada de 18 a 22.jul.2012 e divulgada hoje (3.ago.2012). No mesmo período de seu 1º mandato, o antecessor Lula tinha 54,1% de aprovação de acordo com a pesquisa da época que usou a mesma metodologia (realizada de 15 a 17.jun.2004). Os percentuais mostram a popularidade pessoal dos políticos no cargo de presidente da República.

Dilma também tem desaprovação menor que a de Lula na metade do 2º ano de governo. O estudo publicado hoje afirma que 17,3% da população desaprovam o desempenho pessoal da presidente à frente do governo e que 7,1% não responderam à questão. Em 2004, quando a pergunta era sobre o desempenho de Lula, 37,6% desaprovaram o ex-presidente e 8,3% não responderam.

Com relação à última pesquisa CNT que mediu a popularidade pessoal de Dilma –realizada de 7 a 12.ago.2011– a aprovação aumentou e a desaprovação caiu. Em 2011, 70,2% da população a aprovavam e 21,1% a desaprovavam. Agora, são 75,7% de aprovação e 17,3% de desaprovação. Até a última edição do estudo, o instituto Sensus era parceiro da CNT. Apesar da saída do instituto, a metodologia continua a mesma.

Comparação
A pesquisa também pediu que os entrevistados comparassem o governo atual com o anterior. Resultado: 15,9% afirmam que a presidente Dilma faz um governo melhor que o de Lula. No ano passado, 11,5% tinham essa opinião.

Outros 34,6% acham que o governo Dilma é pior que o de Lula (eram 45,4% em 2011). E 48,2% consideram as administrações iguais (eram 38,1%).

Avaliação do governo
Segundo a pesquisa, a maioria da população (56,6%) avalia positivamente o governo de Dilma Rousseff. Na pesquisa anterior, feita de 7 a 12.ago.2011, o governo era bem avaliado por 49,2%.

Em 2011, 10,1% da população consideravam o governo Dilma como “ótimo”. Agora são 13,4% com essa opinião. Já o índice de “bom” foi de 39,1% para 43,2%. O “regular” passou de 37,1% para 35,5%. “Ruim” foi de 4,3% para 3,4%. E “péssimo” saiu de 5% para 3,6%. E 1% não opinou –no ano passado foram 4,6%.

Este Blog é a página de política em atividade mais antiga da internet brasileira. Nesta página, o Blog apresenta resultados de pesquisas de popularidade dos presidentes desde o governo de José Sarney (1985-1990). Também estão disponíveis resultados de pesquisas eleitorais desde a eleição do ano 2000 até a de 2012.

Consumo e crise
Apesar das estimativas pessimistas da área econômica do governo para o crescimento do país, cerca de metade da população não enxerga crise econômica. Segundo a pesquisa da CNT, 48,8% das pessoas acreditam que a economia brasileira está crescendo. Para 43,2% a economia está estagnada. Só 4,6% disse que a economia diminui.

Outro dado do levantamento é que 52,8% das pessoas acreditam que seu poder de compra vai aumentar até o fim do ano. Só 7,6% acham o contrário. E 38% avaliam que continuarão na mesma situação.

Além disso, 49,1% consideram seu poder de compra ótimo ou bom. Outros 37% acham que é regular. E 13,6% o consideram ruim ou péssimo.

Eleição 2014
A pesquisa da CNT também simulou cenários da próxima eleição presidencial, de 2014. Se a disputa fosse hoje, segundo o levantamento, Dilma venceria o senador Aécio Neves (PSDB) já no 1º turno. Aqui, post do Blog sobre os cenários eleitorais da pesquisa CNT.

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As fotos do Scar Project

do Obvious.org

SCAR PROJECT – O CÂNCER DE MAMA NÃO É UMA FITA ROSA

publicado em fotografia por 

Onde mora a beleza feminina? Há beleza na dor? Quem sabe as respostas possam ser encontradas nos ensaios fotográficos que David Jay faz para o SCAR Project. Um projeto que mostra que o câncer de mama exige mais seriedade que uma fita rosa e que o encanto feminino é superior ao sofrimento.

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© David Jay, Scar Project, (Emily Kaplan).

Todo dia ela faz tudo sempre igual. O despertador toca, ela acorda preguiçosamente desarrumada e corre para o banheiro, toma um banho com o sabonete líquido que promete uma pele aveludada, lava o cabelo com o shampoo que reconstrói o que a coloração da moda destruiu, substitui o café da manhã que estava acostumada a tomar na casa de sua mãe por um iogurte que promete deixá-la mais leve, a roupa deve dar a impressão de que ela acorda linda e a maquiagem deve esconder as olheiras causadas pelas noites em busca do príncipe encantado. O cotidiano da música de Chico Buarque é belíssimo. O nosso, nem tanto assim.

David Jay é um fotógrafo que está acostumado a conviver com a feminilidade. Fotógrafo de moda há 15 anos, ele convive diariamente com questões que permeiam o universo da beleza feminina: a busca pelo corpo perfeito, a ditadura da magreza, a efemeridade com que a moda trabalha, enfim, todas essas barreiras pelas quais as mulheres devem passar ao nascer de cada dia.

Mas o projeto de sua autoria que mais chama a atenção nada tem a ver com o mundo da moda, apesar de estar completamente ligado à vida feminina. No SCAR Project nos é apresentada outra visão da beleza feminina: sem idealizações, sem as construções materiais que a moda implica, sem a urgência que nos é imposta.

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© David Jay, Scar Project, (Jessica Dietz).

O primeiro contato com as fotografias do projeto pode causar várias reações; haverá aqueles se que se revoltam e argumentam que não há beleza na dor, que isso é exploração. Mas há que se dar a chance de as imagens falarem mais do que o superficial. Há, sim, beleza na dor, mas não a beleza massificada de todos os dias: há o encanto inerente à condição humana, na sua total fragilidade.

Tudo começou quando Jay viu uma amiga de apenas 29 anos ter que passar por uma cirurgia mastectômica, que consiste em retirar completamente a mama e é um dos possíveis tratamentos para o câncer. Segundo David, essa foi a maneira que ele encontrou de confrontar e aceitar a situação. Daí em diante, várias mulheres foram fotografadas pelas suas lentes.

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© David Jay, Scar Project, (Jolene Von Millanitch).

De acordo com o fotógrafo, o objetivo do projeto é o mesmo de outras campanhas: o de alertar mulheres para o perigo do câncer de mama. Porém, são dois os grandes diferenciais: o primeiro é o público alvo, que é o de mulheres jovens; o segundo é a honestidade com que ele procura mostrar a doença.

Para Jay, as campanhas de combate ao câncer acabam não alertando para o real perigo, escondidas atrás de laços rosa e propagandas “fofas”. Seu objetivo vem na contramão dessa ideia, nas suas palavras: “Eu não vou mostrar apenas metade da história – que tudo vai ficar bem e essas meninas têm câncer de mama, mas irão continuar com suas vidas – porque esse não é o caso. Eu gostaria que fosse o caso, mas a realidade é que algumas dessas meninas estão morrendo e é importante ter a sua história, mas também porque essa é a realidade da doença.”

Ele ainda argumenta que em uma análise mais demorada é possível perceber que as imagens não são estritamente sobre o câncer de mama, mas sim sobre autoaceitação, compaixão, amor e humanidade. O fotógrafo complementa: “Trata-se de aceitar tudo que a vida nos oferece… toda a beleza… todo o sofrimento também… com graça, coragem, empatia e compreensão. ”

Dizem que a mulher é o sexo frágil. Mas que mentira absurda! Sábias palavras, Erasmo!

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© David Jay, Scar Project, (Kristen Bagby).

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© David Jay, Scar Project, (Sara Aspiring).

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© David Jay, Scar Project, (Shante Smalls).

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© David Jay, Scar Project, (Sona Shorde).

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© David Jay, Scar Project, (Sylvia Soo).

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© David Jay, Scar Project.

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© David Jay, Scar Project.

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© David Jay, Scar Project.

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© David Jay, Scar Project.

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© David Jay, Scar Project.

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© David Jay, Scar Project.

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Organização perde chaves de Wembley, e segurança faz “megabusca” em Londres

Depois dizem que é “só no Brasil acontece dessas coisas” ou que “primeiro mundo é outra coisa”.

do UOL

Organização perde chaves de Wembley, e segurança faz “megabusca” em Londres

Visão geral do estádio de Wembley durante a partida entre Senegal e Uruguai

A organização dos Jogos Olímpicos de Londres se deparou com um problema inusitado no início da competição: onde foram parar as chaves do estádio de Wembley? O curioso é que ninguém sabe explicar direito como aconteceu. Por isso, a segurança segue fazendo uma “megabusca” atrás dos objetos.

De acordo com o jornal “Daily Mail”, não se tratam de chaves comuns. São aparelhos de laser, de alta tecnologia, semelhantes aos usados em prisões. Fontes ligadas ao evento informaram a publicação que o custo para a reposição é de 40 mil libras, cerca de R$ 127 mil.

A perda provocou uma discussão entre polícia, Comitê Organizador e a segurança privada do local, que debatem sobre quem é a culpa – e até desmentem a notícia. Ao mesmo tempo, todos os lados envolvidos estão em uma “megabusca” atrás dos objetos.

O staff do estádio de Wembley descobriu que as chaves haviam desaparecido na última terça-feira, e as autoridades foram alertadas imediatamente sobre o caso.

Um porta-voz admitiu que elas foram perdidas pelos policiais responsáveis por checar a segurança do local. Os oficiais repetiram várias vezes os trajetos feitos no estádio atrás das chaves, mas não as encontraram. No entanto, a mesma pessoa minimizou o caso, dizendo que se tratavam de “chaves internas, que foram trocadas recentemente e que não comprometem a segurança”.

Já um representante da G4S, empresa privada contratada para reforçar a segurança em Londres, negou a informação. “Não temos registro de nada disso.”

Os organizadores desembolsaram mais de R$ 1 bilhão em segurança para os Jogos, tendo deslocado cerca de 13 mil policiais em todo o Reino Unido para o evento. A Scotland Yard pode entrar no caso nos próximos dias. Enquanto isso, ninguém sabe “fechar” o estádio.

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A 84 anos, mataram Lampião

Oitenta e quatro anos atrás foi executado Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião juntamente com Maria Bonita e parte de seu bando. Mesmo tantos anos depois, o rei do cangaço ainda é inspiração.

 

 

 

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Editora Abril teria recebido dinheiro do valerioduto mineiro

do Brasil 247

Até Abril, de Civita, entrou no valerioduto mineiro

Até Abril, de Civita, entrou no valerioduto mineiro

REPORTAGEM DE CARTA CAPITAL MOSTRA DESTINAÇÕES À MÍDIA DE DINHEIRO DO CAIXA DOIS DA CAMPANHA DE REELEIÇÃO DE  EDUARDO AZEREDO, EM 1998; ABRIL, DE ROBERTO CIVITA, TERIA RECEBIDO DUAS DE R$ 49,5 MIL CADA; JORNAIS MINEIROS E DE BRASÍLIA NA LISTA

27 de Julho de 2012 às 16:50

247 – O “Relatório de movimentação financeira da campanha à reeleição do governador Eduardo Brandão de Azeredo”, publicado na edição da revista Carta Capital que circula a partir desta sexta-feira 27 e entregue na véspera à delegada Josélia Braga da Cruz, na Superintência da Polícia Federal em Belo Horizonte, cita empresas e órgãos de mídia. O documento vem acompanhado de uma declaração do publicitário Marcos Valério, que se coloca, no papel registrado em cartório, como principal coordenador financeiro do caixa dois da campanha, desenvolvida em 1998.

Na lista do valerioduto a Editora Abril, de Roberto Civita, aparece como destinatária de R$ 49,3 mil. Noutra linha, o Grupo Abril surge como beneficiário de outros R$ 49,5 mil. Prossegue a reportagem de Carta Capital: “Há ainda um registro de 300 mil reais para a Bloch Editores, assim como um de R$ 5 mil para o Correio Braziliense. O principal jornal de Brasília não é o único beneficiário do Grupo Diários Associados. O jornal o Estado de Minas recebeu 7 mil reais, assim como o jornal  mineiro O Tempo (76 mil reais).”

Leia, abaixo, a lista que inclui os órgãos de mídia:

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Emir Sader: “O enigma argentino”

da Carta Maior

O enigma argentino

A direita brasileira nunca entendeu a Argentina, nem quer entender. O parentesco político do peronismo com o getulismo foi um obstáculo fundamental para que pudesse entender o significado daquele fenômeno. Ao contrário, os preconceitos em relação ao peronismo contribuíram para incompreensões em relação ao próprio Brasil.

As histórias dos dois países são mais ou menos paralelas: a industrialização periférica, a hegemonia do nacionalismo no movimento popular, o peronismo e o getulismo, os golpes militares, a redemocratização, o neoliberalismo, governos progressistas neste século. As diferenças vieram do esgotamento do getulismo com o golpe militar de 1964.

As alianças de Getúlio com Peron e, atualmente, de Lula e da Dilma com os Kirchner, fortaleceram a diabolização da Argentina. FHC chegou a dizer que o governo do PT era “um subperonismo”, com todo o pejorativo que o peronismo assumiu na “ ciência política” brasileira.

A mídia daqui só acumula análises negativas e denúncias sobre o governo argentino, sempre como se o país estivesse à beira de um caos e como se o governo dos Kirchner fosse uma aberração. Por isso não conseguem entender e passar para seus leitores, ouvintes e telespectadores, enfoques que possam tornar inteligível que Cristina tenha se reeleito com grande facilidade e a oposição se reduza a uma dezena de grupos fragmentados e sem apoio popular.

As ambiguidades do peronismo favorecem as confusões sobre ele. Peronista foi o governo da Isabel Peron, que deu toda a cobertura para as ações da Triple A e preparou o campo para a ditadura. Assim como peronista foi Carlos Menem, que introduzia uma versão radical do neoliberalismo na Argentina.

Mas são peronistas – mesmo tendo aderido ao menemismo nos anos 90 – os governos de Nestor e de Cristina Kirchner, integrados ao posneoiberalismo latino-americano. Recuperaram a economia argentina do pior desastre da sua história – a implosão da política de paridade entre o dólar e o peso, implementada por Menem e mantida por De la Rua -, fortaleceram a integração regional, recompõem a capacidade econômica do Estado argentino e desenvolvem criadoras formas de políticas sociais.

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